quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Lockheed Electra II - Eterno Rei da Ponte Aérea Rio - São Paulo

    O Lockheed Electra começou a ser desenvolvido em 1954 para atender uma exigência da American Airlines, para operar em rotas domésticas de curto e médio alcance. O primeiro protótipo voou em 6 de dezembro de 1957. Muitas outras companhias aéreas americanas já se interessavam pelo modelo e a lista de pedidos já passava de 144. Seu primeiro voo comercial foi em 12 de janeiro de 1959, com a Eastern Air Lines (devido a uma greve de pilotos da American Airlines).


    No Brasil o Electra foi e sempre será o rei da Ponte Aérea Rio-São Paulo. Os Electra passaram a operar na Ponte Aérea e tornaram-se equipamento exclusivo a partir de março de 1975, após a retirada de serviço do último Vickers Viscount da Vasp. Desde a sua criação, em julho de 1959, a Ponte Aérea foi servida por vários tipos de aviões pertencentes às empresas que faziam parte do “pool” operacional.




    Com a introdução dos Electra como equipamento exclusivo da Ponte, o número de assentos disponíveis para cada empresa do sistema,  Varig, Cruzeiro, Vasp e Transbrasil, teve que ser calculado proporcionalmente à participação de cada uma no mercado. Independente disso, os Electra eram sempre operados por tripulantes técnicos da Varig, com pessoal de cabine fornecido pela empresa que originasse o vôo. Se fosse um da Transbrasil, os comissários eram da Transbrasil. Na Ponte, os Electra chegaram a sustentar uma média de 66 vôos diários, com partida a cada 15 minutos e, se necessário, faziam vôos extras. Essa frequência diminuía nos fins de semana, quando geralmente os vôos eram realizados somente de hora em hora. O ciclo operacional desses aviões vai ser fechado com números bastante expressivos, que dão bem conta do que foi a sua vida no Brasil.



    Na época, segundo estatísticas fornecidas pela Varig, a frota dos Electra já completou 777.140 horas de vôo com 736.806 pousos, o que dá uma média de 55.510 horas de vôo e 52.629 pousos por avião.


               
                          Electra II (Aeroporto Santos Dumont)

     Os Electra II voaram até a sua desativação em janeiro de 1992, desde esse dia, a ponte aérea perdeu o charme de voar de maneira clássica, apesar de obsoletos para a época, ainda eram preferidos de muitas personalidades como  a atriz Malu Mader, e os saudosos Armando Nogueira e o maestro Antonio Carlos Jobim, que uma vez interrompeu um show no aterro do flamengo, para saudar um electra que fez uma passagem baixa, e seu comandante passou piscando todas as luzes para saudar o mestre da bossa nova e fã incondicional dessa aeronave.
     Depois de desativados, foram substituídos por jatos modernos como o Boeing 737 300 e o Fokker F-100.

    Características Técnicas

  • Tipo: Monoplano quadrimotor de asa baixa, de construção totalmente metálica, para transporte de passageiros em curtas distâncias. Grupo motopropulsor: 4 motores turboélice Allison 501-d13A de 3.750 ESHP cada, equipados com hélices quadripás Aeroproducts A6 641FN-606.
  • Envergadura: 30,18 m
  • Comprimento: 31,85 m
  • Altura: 10,00 m
  • Área alar: 120,80 m2
  • Peso Vazio: 26.036 kg
  • Peso Máximo de decolagem: 51.256 kg
  • Peso Máximo de pouso: 43.387 kg
  • Carga paga máxima: 12.020 kg
  • Relação peso/potência: 3,4 kg/ESHP
  • Carga G máxima: +2,5 e -1
  • Velocidade máxima: 721 km/h
  • Velocidade de cruzeiro: 650 km/h
  • Velocidade de cruzeiro econômico: 600 km/h
  • Velocidade de estol: 172 km/h
  • Razão inicial de subida: 10 m/s
  • Teto de serviço: 8.655 m
  • Alcance máximo 4.500 km
  • Distância de decolagem: 1,438 m (com peso de 51.256 kg)
  • Distância de pouso: 1.310 m (com peso de 38.783 kg)
  • Capacidade de passageiros: 65 a 100 pessoas
Fonte: Wikipédia
           Airlines.net



segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Aeronave da Azul faz pouso por engano em aeroporto privado de Timon-MA

  



    Um voo da Azul Linhas Aéreas que partiu de Fortaleza, no Ceará, com destino ao Piauí neste domingo (30) acabou pousando por “engano” em um aeroporto privado de Timon, no Maranhão. A "visita" surpresa causou espanto em quem estava próximo à pista. “Quando eu vi foi aquela ‘zuada’ no fim da pista, vi ele fazendo o retorno, parou por 2 ou 3 minutos e pegou voo novamente”, relatou o vigia do local, Francisco Vieira Sobrinho.



    O avião era um moderno 190 da Embraer com 80 passageiros e 4 tripulantes. A distância entre a pista de propriedade particular e o aeroporto de Teresina é tão pequena (6 km), que a carta que os pilotos recebem para fazer um pouso visual mostra as duas pistas.
    Sobre o incidente, a Infraero afirmou que não teve nenhuma responsabilidade, o aeroporto de Teresina estava preparado para receber o avião. “Essa infra-estrutura estava totalmente disponível, cabe à companhia aérea fazer suas investigações e suas avaliações”, disse o Superintendente da Infraero, Wilson Estrela Oliveira.
     Esta não foi a primeira vez que um incidente como este aconteceu aqui. Segundo a Infraero, há dez anos outro avião de passageiros que vinha aqui para Teresina também pousou, por engano, na cidade vizinha de Timon. As duas cidades são separadas apenas pelo rio Parnaíba.
    A Azul Linhas Aéreas informou, em nota , que o pouso no aeroporto errado aconteceu devido uma falha operacional - expressão que, no mundo aeronáutico, costuma ser entendida como admissão de erro do piloto.
Fonte: globo.com


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Mais Linhas Aéreas

      Mais Linhas Aéreas companhia aérea brasileira com sede e base operacional no Rio de Janeiro - RJ.
     Em fase de implatação, deverá voar com 2 aeronaves Fokker F-28 do Rio de Janeiro para diversas cidades brasileiras, porém seus destinos ainda não foram confirmados.

     O Fokker F28 é uma aeronave de porte médio projetada e construída pela indústria aeronáutica holandesa Fokker para atender mercados domésticos e regionais.
      Birreator a jato para 65 passageiros, motorização Rolls-Royce.


   Características

Tipo
Fabricante
Capacidade
65 passageiros
Comprimento
27,40 metros
25,07 metros
Altura
8,47 metros
Velocidade máxima
678 Km/h a 843 Km/h km/h
Altura máxima de voo
12.575 metros
Peso máx. decolagem
33.110 kg







sábado, 22 de outubro de 2011

HIDROAVIÃO


     Hidroavião é um aeroplano preparado para descolar e pousar ("amarar" ou "amerissar") sobre a superfície da água.
      Existem dois tipos principais de hidroaviões: os que têm flutuadores em lugar de rodas e o tipo nos quais a própria fuselagem faz o papel de casco. Contudo, existe também uma terceira categoria, a dos aviões anfíbios.

Aviões anfíbios

    Um hidroavião puro apenas pode decolar e pousar na água. As aeronaves que podem decolar e pousar tanto na água como em terra são, mais apropriadamente, designadas por "aviões anfíbios". Os aviões anfíbios apresentam um aspecto e características semelhantes aos Hidroaviões, apenas com a diferença de terem rodas para pouso em terra, além do casco ou dos flutuadores para pouso na água.

  • Beriev Be 200







  • Beriev Be 103






  • Dornier D-2 Seastar





Hidroaviões de flutuadores

      Os hidroaviões deste tipo utilizam flutuadores em lugar de um trem de pouso convencional, sendo que a sua fuselagem não chega a tocar na água. Normalmente estão equipados com dois flutuadores, mas alguns antigos hidroaviões deste tipo dispunham de um único grande flutuador colocado centralmente por baixo da fuselagem, auxiliado por dois outros menores debaixo de cada asa.

  • De Havilland Canada DHC-6-300 Twin Otter



  • De Havilland Canada DHC-3T Vazar Turbine Otter





Hidroaviões de casco

      Neste tipo de hidroaviões, a flutuabilidade é proporcionada pela própria fuselagem que tem a forma do casco de uma embarcação. A maioria dispôe de flutuadores menores nas asas que ajudam à sua estabilidade. Na língua inglesa, estes hidroaviões são conhecidos por "flying boats" (literalmente "barcos voadores").